Sou poeta, obstetra das palavras
Saiu da alma, virou poesia
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Textos

No fio da navalha
No fio da navalha

No fio da navalha
Na curva do rio
Apenas por um triz
A correnteza está forte
Vai arrancar a raiz

Tudo inconsciente
Um sono coletivo
Letargia dos vivos
Uma morte anunciada
Féretro mais que previsível

Brincando de viver
Num exíguo disfarce
Fantoches por toda parte
Humanos controlados
Por cordões teleguiados

Muitas histórias contadas
Muitas coisas inventadas
A procura incessante de uma razão
O desejo de ouvir aquela fala
Algo pra acalmar a alma

É tudo um filme
Capítulos alegres e tristes
No final você morre
O mocinho não resiste
Independe do script

A cabeça e o pescoço
Os olhos e o rosto
Minha boca que na se cala
Meu coração, brinquedo de corda
Vive precisando que eu lhe de corda

Senão um dia ele não acorda

Jonas Luiz
São Paulo, 26/03/18

Poeta Jonas Luiz
Enviado por Poeta Jonas Luiz em 26/03/2018
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