Sou poeta, obstetra das palavras
Saiu da alma, virou poesia
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Alma subcutânea
Alma subcutânea

Na minha derme debaixo da minha pele
Corre um sangue que ferve, e por pouco tempo me serve

Os meus conceitos só serão aceitos por mim mesmo
Coisas que foram criadas dentro da minha cabeça
Costumes de fora vem de curtumes e deteriora

A verdade é subcutânea e na corrente sanguínea derrama
Se o meu sangue é igual ao seu, vc é a mesma coisa que eu
Não conheço ninguém que não apodreceu

A pele sua e transpira, subindo e descendo estradas, carregando a minha pira
A cabeça então pira de tanto recarregar minhas pilhas
Positivo e negativo, a beira de um curto circuito

Só pele, só apelo, arrepiando os pelos
O corpo nasce pelado e da alma é o vestido
O desejo e a paixão a muito tem me acometido

Na superfície dos meus poros há algo que evapora
Nas entranhas há medonhos segredos, pequenos e grandes medos
O oculto que não conheço, o meu corpo a caminho do desterro

O que se esconde atrás da pele não é somente a derme
É algo muito mais profundo e com cerne
A única coisa que não será consumida por um verme

Jonas Luiz

Poeta Jonas Luiz
Enviado por Poeta Jonas Luiz em 27/09/2018
Alterado em 27/09/2018
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